quarta-feira, 14 de maio de 2014

Juazeiro do Norte-CE: “Rogerinho” é condenado a 19 anos e juiz manda prender “Damiaozinho”









Demontier Tenório  14/05/2014 às 11:30
Rogerinho foi julgado e condenado a 19 anos de prisão (Foto: Arquivo/Agência Miséria)
O Conselho de Sentença do Tribunal Popular do Júri de Juazeiro do Norte se reuniu nesta terça-feira para julgar um dos envolvidos no assassinato da jovem Maria Leidiane da Silva, de 26 anos, que residia na Avenida Paraná (Romeirão). Aparecido Rogério Xavier Rosendo, de 25 anos, o Rogerinho, teria sido o piloto da moto que conduziu Damião Érico Cavalcante Nicolau, de 27 anos, o “Damiaozinho” para matar um desafeto seu que chegava para o pernoite na cadeia pública.

A alvo seria Francisco Severino de Souza Júnior, o “Júnior Branco”, que correu para dentro do cárcere e sua companheira terminou executada a tiros de pistola na noite do dia 29 de abril de 2009. Ontem, o réu foi condenado a 19 anos de prisão em regime inicialmente fechado por homicídio duplamente qualificado na sessão presidida pelo Juiz Mauro Feitosa. O Conselho rejeitou a negativa de autoria de Rogerinho erguida pelo defensor público Iranildo Feitosa se posicionando a favor da acusação feita pelo Promotor de Justiça Gustavo Henrique Cantanhede.

Damiaozinho, também, deveria sentar no banco dos réus se não tivesse substabelecido, no dia anterior, os poderes de sua defesa que eram confiados aos advogados Evandro Moreira da Rocha, George Henrique Araújo e Francisco de Castro Menezes Júnior. Durante a sessão, o juiz Mauro Feitosa soube da presença de Damiaozinho no fórum o qual encontra-se em liberdade desde o dia 24 de março quando ganhou um habeas corpus do Tribunal de Justiça do Ceará.

Em comum acordo com o representante do Ministério Público decidiu convocar o mesmo ao plenário do júri quando o promotor Gustavo Henrique manifestou posição favorável à decretação da prisão preventiva do réu. Damiaozinho se fazia acompanhar do advogado Evandro Moreira e foi imediatamente levado para a cadeia pública de Juazeiro do Norte. Antes da sessão começar, o juiz tinha mandado buscar “Júnior Branco” que está preso na cadeia de Barbalha.

Quando prestou depoimento na fase de instrução criminal, ele disse que ao ver sua companheira sendo executada ainda retornou do interior da cadeia de Juazeiro para tentar salvá-la quando Damiaozinho teria apontado a arma em sua direção, porém não havia mais munição. De acordo com os autos, teria sido um crime de pistolagem, porém contratado para ceifar a vida de Júnior. Leidiane fazia questão de ir deixá-lo na cadeia, pois tinha receio que descumprisse o benefício do regime semi-aberto apesar de “Júnior Branco” ter dito, certa vez, que temia algo semelhante.

O suposto motivo teria sido a venda de uma moto por Leidiane para contratar um advogado com o objetivo de tirar Júnior Branco da cadeia. Restou um débito e este, que já havia conquistado a liberdade, foi cobrar quando houve discussão com “Dedezinho das Malvas”. Dois dias depois, este apareceu morto e o homicídio atribuído a Júnior que negou envolvimento no caso. No seu depoimento sobre o assassinato de Leidiane, Damiaozinho disse que Júnior Branco já teria tentado matar sua mãe com um tiro de espingarda calibre 12 e tentado matá-lo em três oportunidades. Já Rogerinho disse que no dia do crime estava na casa de sua avó em Brejo Santo se recuperando de uns tiros que havia sofrido.

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