Mais rápido no treino, alemão escapa no fim e força companheiro de Mercedes a abortar última tentativa. Novato Ericsson erra e tira Massa, que terá que largar em 16º
A
escapada de Nico Rosberg na curva Mirabeau nos instantes finais do
treino classificatório para o GP de Mônaco poderia significar o caminho
aberto para mais uma pole position de Lewis Hamilton na temporada. Mas
como o ditado, que diz que "há males que vêm para o bem", o erro acabou
jogando a favor do alemão da Mercedes, que liderava a sessão com
1m15s989.
Por causa do carro de Nico na área de escape, as bandeiras amarelas
foram acionadas e o britânico - que vinha com boas chances de tomar a
ponta - precisou tirar o pé do acelerador e acabou abortando sua última
tentativa, tendo que se contentar
com a segunda posição. O incidentes está sob investigação pela direção
de prova.
A TV Globo transmite as emoções do
GP de Mônaco neste domingo, a partir das 9h (de Brasília). O
GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real.
O
erro que acabou garantindo a pole de Rosberg
logo gerou suspeitas entre os fãs da F-1 de que a ação teria sido
proposital. Muitos lembraram da polêmica protagonizada por Michael
Schumacher em 2006, quando, após fazer o melhor tempo, parou sua Ferrari
no meio da pista para atrapalhar os rivais. Na ocasião, o heptacampeão
foi desclassificado, perdeu a pole e teve que largar dos boxes.
Proposital ou não, o episódio deste sábado criou um
mal-estar entre os amigos de infância da Mercedes. A efusiva comemoração de Nico ao chegar
aos boxes contrastava com a claríssima cara de poucos amigos de Hamilton.
-
Não foi um jeito ideal de acabar o treino. Pensei que estava tudo
acabado e que alguém poderia bater meu tempo. Mas fico feliz de que tudo
tenha dado certo. Claro que lamento por Lewis, não sabia onde ele
estava - afirmou Rosberg após a sessão.
Abordado sobre Nico ter lamentado o incidente, Hamilton deu de ombros, sendo curto e grosso:
- Não tenho uma resposta para isso - limitou-se a dizer o britânico.
Abordado sobre Nico ter lamentado o incidente, Hamilton deu de ombros, sendo curto e grosso:
- Não tenho uma resposta para isso - limitou-se a dizer o britânico.
Assim
como Hamilton, outro que saiu com cara de poucos amigos do treino foi
Felipe Massa, que deverá ter pesadelos só de ver um carro da equipe
Caterham. Se na primeira corrida da temporada, na Austrália, o
brasileiro foi tirado por Kamui
Kobayashi na primeira curva, neste sábado, em Mônaco, seu algoz foi
Marcus Ericsson. No Q1, Massa avançava tranquilamente para a segunda
fase da atividade, quando foi abrir passagem para o sueco que vinha em
volta rápida. Porém, Ericsson se precipitou, errou a curva e acabou
acertando o piloto da Williams. Sem conseguir religar o motor, o
brasileiro não foi capaz de levar o carro para os boxes e por isso não
pôde participar do Q2. Por isso, terá que amargar o 16º lugar no grid.
Enquanto
a dupla da Mercedes fez a sexta dobradinha no grid de largada em seis
etapas, o terceiro lugar ficou com Daniel Ricciardo que superou,
novamente, seu companheiro de RBR, o tetracampeão Sebastian Vettel,
quarto no grid. As Ferraris de Fernando Alonso e Kimi Raikkonen fecharam
a terceira fila. Um dos destaques da sessão foi Jean-Eric Vergne, da
STR, que liderou o Q1 e conquistou o sétimo lugar. O estreante Daniil
Kvyat, apesar de bater no início da atividade, ainda fechou em nono,
comprovando o bom rendimento do carro da co-irmã da RBR. Kevin Magnussen
(8º, McLaren) e Sergio Pérez (10º, Force India), completaram o top 10.
Tranquilo com o 10º tempo, Felipe Massa vinha em uma volta de desaceleração. Enquanto isso, Marcus Ericsson, em volta rápida, se aproximava. O brasileiro deixou a porta aberta para o sueco passar, mas o piloto da Caterham acabou se precipitando, entrou muito forte na Mirabeau e acertou a Williams de Massa. Os dois acabaram no guard rail. Irritado, Massa fez gestos de incredulidade e aplaudiu ironicamente Ericsson.
Já o companheiro de Kvyat, Jean-Eric Vergne, em seu terceiro ano de F-1, teve a frieza para fazer o melhor tempo do Q1, com 1m17s557, seguido pela dupla da Mercedes. Foram eliminados: a dupla da Sauber, Esteban Gutiérrez e Adrian Sutil; os pilotos da Marussia, Jules Bianchi e Max Chilton; e os Caterham, Kamui Kobayashi e Marcus Ericsson.
Felipe Massa não consegue participar do Q2
Sem conseguir trazer o carro para os boxes, Felipe Massa - mesmo avançando ao Q2 com o 10º tempo - não pôde participar do restante do treino. Com isso, o brasileiro amargará a 16ª posição no grid de largada. Quem caiu fora junto com Massa foram: Nico Hulkenberg (Force India), Jenson Button (McLaren), Valtteri Bottas (Williams), Romain Grosjean (Lotus) e Pastos Maldonado (Lotus).
As Mercedes de Lewis Hamilton (1m16s354) e Nico Rosberg (1m16s465) figuraram no topo da folha de tempos do Q2. Na sequência as RBR de Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo se alternaram com as Ferraris de Fernando Alonso e Kimi Raikkonen.
Os destaques ficaram por conta dos novatos. Kvyat se recuperou da batida no Q1 e avançou ao Q3 com o sétimo tempo, à frente de Vergne, o nono. Já Magnussen passou em oitavo, enquanto seu experiente compaheiro de McLaren, Button, foi eliminado. Pérez abocanhou a última vaga para a superpole.
Rosberg erra no fim do Q3, mas fica com a pole
Pérez foi o primeiro a marcar tempo no Q3, com 1m18s327, logo superado por Raikkonen. Vergne tomou a ponta na sequência, mas viu Alonso o superá-lo. Ricciardo também figurou na primeira posição, mas aí a dupla da Mercedes entrou em ação para acabar com a brincadeira. Rosberg cravou 1m15s989 e assumiu a ponta. Hamilton veio na sequência e passou 0s059 acima do tempo do companheiro.
A cinco minutos do fim do treino, os pilotos foram para os boxes para trocar pneus para suas últimas tentativas de volta rápida. A poucos segundos do cronômetro zerar, Rosberg passou reto na Mirabeau e perdeu sua volta rápida, o que deixaria o caminho aberto para Hamilton lhe tomar a pole. Mas foi justamente o erro que garantiu a pole para o alemão. O britânico, que vinha em uma volta muito forte, precisou desacelerar em razão das bandeiras amarelas mostradas pelo incidente com Nico e teve que abortar sua volta, fechando com a segunda posição. Ricciardo e Vettel garantiram a segunda fileira do grid, seguidos por Alonso e Raikkonen.
Confira o grid de largada para o GP de Mônaco:
1) Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 1m15s989
2) Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 1m16s048 +0s059
3) Daniel Ricciardo (AUS/RBR-Renault) 1m16s384 +0s395
4) Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) 1m16s547 +0s558
5) Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1m16s686 +0s697
6) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) 1m17s389 +1s400
7) Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Renault) 1m17s540 +1s551
8) Kevin Magnussen (DIN/McLaren-Mercedes) 1m17s555 +1s566
9) Daniil Kvyat (RUS/STR-Renault) 1m18s090 +2s101
10) Sergio Pérez (MEX/Force India-Mercedes) 1m18s327 +2s338
Eliminados no Q2:
11) Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) 1m17s846 +1s492
12) Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) 1m17s988 +1s634
13) Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) 1m18s082 +1s728
14) Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) 1m18s196 +1s842
15) Pastor Maldonado (VEN/Lotus-Renault) 1m18s356 +2s002
16) Felipe Massa (BRA/Williams-Renault) sem tempo
Eliminados no Q1:
17) Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) 1m18s741 +1s184
18) Adrian Sutil (ALE/Sauber-Ferrari) 1m18s745 +1s188
19) Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) 1m19s332 +1s775
20) Max Chilton (FRA/Marussia-Cosworth) 1m19s928 +2s371
21) Kamui Kobayashi (JAP/Caterham-Renault) 1m20s133 +2s576
22) Marcus Ericsson (SUE/Caterham-Renault) 1m21s732 +4s175
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