Stoichkov diz que hexa do Brasil está na mão da Fifa: "Depende de Blatter"
Atualizado em
No Brasil para comentar a Copa,
ex-jogador da Bulgária, conhecido pelo estilo polêmico, critica
presidente da entidade por aplaudir a Seleção
Por Paola Loewe e Marcio ArrudaRio de Janeiro
Maior jogador do futebol búlgaro e uma das estrelas do "dream team" do
Barcelona ao lado de Romário, no início da década de 90, Hristo
Stoichkov também entrou para a galeria dos jogadores mais polêmicos do
mundo. Aos 48 anos, o ex-atacante mostra que mantém o estilo fora de
campo. No Brasil, atuando como comentarista da TV Univision, dos Estados
Unidos, Stoichkov afirmou que as chances da seleção brasileira
conquistar o hexacampeonato passam pela vontade da Fifa. Além de sugerir
interferência da entidade, ele criticou o presidente Joseph Blatter por vibrar com os gols da Seleção na estreia contra a Croácia.
- Depende de Blatter, depende muito de Blatter. Não é correto um
presidente festejar gols do Brasil. É algo muito patético, não deveria
ser assim. Como na primeira partida, no pênalti a favor do Brasil. São
coisas que passam na Fifa e sabemos como são. O Brasil não precisa
disso, não necessita de ajuda para chegar à final - afirmou.
Hristo Stoichkov foi um dos artilheiros da Copa de 1994, ao lado de Salenko (Foto: Paola Loewe/SporTV)
As insinuações do búlgaro não são de hoje. Estrela da seleção da
Bulgária na campanha histórica de 1994, ano em que chegou à semifinal e o
Brasil comemorou o tetracampeonato, Stoichkov reclamou de interferência
da arbitragem na semifinal, vencida pela Itália por 2 a 1. As críticas à
Fifa são estendidas ao ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
- A Copa de 94 é a melhor que a Bulgária já jogou. É uma lástima que um
desgraçado, o árbitro francês Joel Quiniou, a pessoa mais odiada do meu
país, não me deixou jogar a final contra o Brasil. Mas isso é parte da
Fifa, sabendo como ela conduz toda disputa para cada equipe chegar no
Mundial. Brasil e Itália não jogavam uma final há 24 anos. Então, para
Havelange, Teixeira e Blatter, todos esses bandidos, tinha que ser assim
- disparou.
Naquele ano, a Seleção conquistou o título ao vencer a Itália nos
pênaltis. A Bulgária terminou em quarto lugar, após perder por 4 a 0
para a Suíça na disputa pelo terceiro lugar. Bolão Campeão: dê palpites sobre os jogos da Copa e concorra a TVs
Stoichkov, pelo Barcelona, com Begiristain: títulos espanhois e da Champions (Foto: Agência Getty Images)
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